Significado de um brinde

Você já se perguntou qual a origem do brinde e se era parte de um ritual especial? Normalmente, brindamos em celebrações com amigos ou família, mas será que este sempre foi o seu significado?

Versão 1

Viajamos para Grécia antiga para ver como esse ritual se reflectia na cerâmica e escritos da época. Era comum que os homens que marcharam para a guerra derramassem vinho no altar ou no chão como uma oferta aos deuses.

Embora o brinde nos lembre mais aos tempo dos romanos, os gregos foram os primeiros a colocar em prática o brinde. Quando uma grande festa era celebrada, os anfitriões levantavam os seus copos e bebiam-no primeiro, a fim de mostrar aos seus convidados que o vinho não continha veneno. Uma vez que esta era uma prática comum naqueles dias para matar o inimigo. Em seguida, fazia-se o gesto do brinde, chocando uns copos com outros, o que fazia com que o vinho de um se mistura-se com o do outro. Outro sinal de que o vinho não continha veneno, pois todos acabam por beber o mesmo selando assim a amizade e confiança entre eles.

Versão 2

No entanto, há uma outra versão sobre o gesto do brinde.  Esta versão coloca-o no século XVI, quando em 1527 o exército alemão de Carlos V entra Roma e toma posse da cidade. Para comemorar esta vitória, diz-se que os soldados alemães encheram os copos de vinho, levantaram-nos na frente de Carlos V e pronunciaram a frase “bring dir’s”  (em português: “eu ofereço-te”). A contracção da frase tornou-se “brinde” em italiano, e essa linguagem passou para o português.

O mito

Para os românticos, há um mito sobre como ao fazer um brinde incluímos o sentido da audição na degustação do vinho. Deste modo, estimulamos todos os sentidos: audição, visão, olfacto, paladar e tacto.

O mito é uma história estrelado por personagens fantásticas ou sobrenaturais. Esta conta uma vez no Monte Olimpo, Dionísio, o Deus do vinho, convidou os seus deuses e aos sentidos a um banquete generoso.

O sentido do tacto passou muito tempo a beber, ouvindo e falando com a fala. O gosto lambeu os lábios e atordoado expressou a sua satisfação em cada gole. A visão deleitava-se levantando a taça ao topo e olhando as cores e o brilho que reflectia através do sol. O cheiro não parava de fazer sons ao entrar no copo e cheirar como se fosse uma flor perfumada.

Enquanto todos os sentidos estavam ocupados a desfrutar, num canto estava a reclamar a audição. O Dionísio veio e ouviu o mais triste dos lamentos… Como podia ouvir o vinho? O Dionísio ofereceu-lhe para ir aos barris de fermentação e, assim, ouvir o vinho em preparação. Mas a audição queria participar na festa e não achava que era suficiente.  Foi assim que o Dionísio reuniu às  pessoas e disse: “Sempre que as pessoas se reúnam para apreciar o vinho devem brindaram para que para cada som diferente, seja cristal, madeira, barro ou metal, o ouvido possa desfrutar o tilintar”.

Outras histórias

Há teorias menos plausível, mas válidas. Como uma história pré-hispânica de centenas de anos que diz que ao beber vinho, necessariamente temos que abrir a boca, entrando assim maus espíritos. Então para evitar isso, há que chocar os copos para afugentar esses espíritos e desejar saúde.

Assim, este ritual tem sobrevivido até hoje se tornando popular em qualquer reunião, almoço ou jantar, como uma demonstração de fraternidade entre todos os que brindam.

O brinde nos dias de hoje

Em todo os brindes surge a questão sobre chocar ou não os copos. Embora seja suficiente fazer o gesto para o resto dos comensais, muitas vezes gostamos do choque dos copos. Porém, o mais correto é não o fazer.

Agora costuma-se  levantar o copo para o centro, dizer algumas palavras para justificar o brinde, chocar os copos entre si e beber.

Hoje, o protocolo proíbe usar um copo vazio, pois é sinal de desconforto, ou de água, que pode ser interpretado como um desprezo. Embora o padrão é fazê-lo com a mão direita, outros dizem que deve ser feito com a esquerda por ser a do coração. Existem outros tipos de brinde diferentes ao convencional, como atirar os copos ou recipientes contra uma superfície.